Microlearning: a nova pílula do conhecimento

A forma com que nos informamos e como aprendemos mudou muito nos últimos anos. Hoje, o conhecimento não se limita em um livro dentro de uma biblioteca na sua escola, e as informações não estão apenas no jornal que você compra na rua. Hoje somos bombardeados de informações e conhecimento a todo momento, por todos os lados. Com isso, nosso tempo de concentração em uma tarefa vai ficando cada vez menor. Segundo pesquisadores, não dura mais que oito segundos, de forma contínua.

Com a evolução do mundo digital, que nos permite ter acesso a diversas coisas ao mesmo tempo, o aprendizado tradicional através de treinamentos corporativos pode já não ser a forma mais eficiente de repassar conhecimento. Um novo método está se fortalecendo nas empresas, conhecido como microlearning, que tem sido a forma mais eficiente de unir o aprendizado da tecnologia.

 

O microlearning funciona como pequenas doses de conhecimento porque se baseia na capacidade do cérebro humano de manter a concentração por pequenas porções de tempo com mais facilidade do que longos períodos. O método conclui então que quanto maior o conteúdo, mais dispersada fica a atenção da pessoa e a menos conhecimento ela consegue adquirir e assim sucessivamente o rendimento cai.

Segundo dados de relatório da Software Advice – empresa Gartner – mais de 50% dos 385 funcionários que participaram da pesquisa indicaram que usariam ferramentas de aprendizagem se sua empresa criasse cursos mais curtos. Eles apontaram que métodos mais longos são difíceis de manter a atenção, além de atrapalharem o bom andamento do trabalho diário.

Normalmente os métodos de microlearning são indicados para plataformas mobile, comosmartphones ou tablets, conhecido como mobile learning. Isso porque o cérebro humano tem um tempo limite de concentração e para conteúdo mobile o recomendado é que esse tempo seja curto, entre 3 a 6 minutos apenas, além do celular ser uma ferramenta que está acessível a maioria da população. Só no Brasil, até maio deste ano a Anatel constatou a existência de 283,4 milhões de celulares.

Mas não pense que por serem conteúdos pequenos e diversificados são superficiais. As “pílulas de aprendizado” têm como intuito serem mais objetivas, principalmente quando se trata das tarefas do dia-a-dia. Por isso, podem ser revistas diversas vezes e permitem formatos mais inovadores de apresentar o conteúdo do que um formato tradicional de EAD. De acordo com oJournal of Applied Psychology, as “pílulas de aprendizado” fazem com que a transferência de conhecimento da sala de aula para o dia a dia seja 17% mais eficiente, o que a torna também uma aliada do treinamento tradicional.

 

A geração Y trouxe consigo a inclusão tecnológica mais agressiva e tem levado isso para todas as gerações e em qualquer lugar, seja escola, empresa ou mesmo dentro da própria casa. Hoje todos são digitais e todas as gerações contemplam as inovações tecnológicas. Aqui listamos alguns dos formatos que podem ser oferecidos os conteúdos.

  • Jogos: a estratégia de gamificar os cursos é sempre uma ideia acertada e uma opção divertida para o aluno.

  • Testes: crie testes divertidos para estimular o aprendizado, como quiz social, etc.

  • Simulações de negócios e estudos de caso: é possível criar histórias e narrativas envolventes relacionadas ao mundo dos negócios, que tenham como ponto de referência a vida real.

  • Podcasts e vídeos: especialistas podem produzir vídeos e podcasts curtos, de até 7 minutos sobre o conteúdo a ser ministrado.

  • Posts e artigos on-line: incentive não apenas a leitura de posts e artigos, como também a produção de posts. Quando o aluno escreve, ele se envolve ainda mais com o conteúdo, além de fixar melhor o aprendizado. Aqui também vale citar fóruns que é muito comum para tirar dúvidas.

  • Slideshows: incentive os alunos a criarem slides, fazendo um mix de conteúdo escrito e visual. Este tipo de atividade torna a aprendizagem mais dinâmica.

A ISAT trabalha com curadoria de conteúdo para formato microlearing e também disponibiliza a plataforma de mobile learning para que seja oferecido as aulas.

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