Como a tecnologia mudou o T&D em 10 anos

Você se lembra de quando reunia CDs, DVDs e uma pilha de apostilas e testes para educar colaboradores? Pois é, não faz tanto tempo assim, mas o salto tecnológico que tivemos nos últimos 10 anos praticamente extinguiu tudo o que é físico dos processos de treinamento e desenvolvimento (T&D).

Os grandes responsáveis por essa quebra de paradigma nas empresas são os gestores de recursos humanos. Esses profissionais, em busca de trabalhar melhor o desenvolvimento de competências dos funcionários, buscaram, ao longo da última década, recursos mais modernos e dinâmicos de gestão.

Estamos falando aqui de sistema de gestão de aprendizagem na nuvem, utilização de trilhas de conhecimento, aplicação de jogos online e muito mais.

A área de T&D é a responsável por gerir da melhor maneira a vantagem competitiva nas organizações, quando o assunto são as pessoas. Ou seja, é o elo entre o que a companhia necessita e o que o mercado exige. Sendo assim, precisa focar no desenvolvimento constante de conhecimentos e habilidades essenciais para o crescimento e sustentabilidade das empresas.

Já na década de 1990, o escritor Peter Senge destacou em seu livro A Quinta Disciplina – um dos clássicos da administração moderna -, a relevância do T&D para o que chama de “pensamento sistêmico”. Senge ressalta a importância de criar-se padrões de pensamento propícios ao desenvolvimento de novos conhecimentos nas organizações.

Podemos afirmar que o escritor teve grande influência nas ideias e práticas de RH, principalmente no que se diz respeito à colaboração na vantagem competitiva. Até por isso, provocou nos profissionais da área a necessidade de trazer novidades para a educação empresarial.

Neste post, você vai conferir os itens que mais se destacaram em 10 anos de evolução de T&D e como podem fazer a diferença na sua empresa.

Cursos e-learning

Hoje, não é novidade para ninguém o sucesso da educação a distância. É só lembrar de quanta propaganda de universidades do tipo vemos por aí, todos os dias.

Existe uma explicação bem clara: o avanço das tecnologias conseguiu extinguir o déficit antes existente entre o online e o presencial. Nas empresas, o êxito é o mesmo. O e-learning corporativo evoluiu bastante e vem acompanhando as dinâmicas exigidas pelos profissionais que chegam ao mercado de trabalho.

Um bom curso a distância precisa ser direto, interativo e eficiente. Lembra dos CDs e apostilas? Pois esqueça. Atualmente, o acesso ao conhecimento é via computador, smartphone e tablets, tudo reunido em um só lugar. O colaborador acessa a qualquer hora, de qualquer local.

Com tantos recursos disponíveis ao aluno, cabe ao profissional de RH identificar a melhor forma de consumo de conteúdo, de forma ágil, simples e eficiente.

Além de levar ainda mais conhecimento para o dia a dia, numa velocidade maior, os cursos corporativos online também engajam as pessoas aos propósitos e cultura organizacional.

Learning Management System (LMS)

Acabamos de falar sobre os cursos e-learning, e talvez você tenha se perguntando sobre onde armazená-los e colocá-los em prática. A resposta está em um sistema de gestão de aprendizagem, ou learning management system (LMS).

Uma ferramenta do tipo não só possibilita desenvolver os cursos, como também avaliar a performance individual e de equipes. Bons sistemas permitem também personalização do conteúdo e o controle total do processo de aprendizagem.

Isso significa que a sua empresa terá em mãos uma plataforma capaz de administrar todo o investimento em desenvolvimento de habilidades e competências com base em métricas. Afinal, quem não quer saber, de forma precisa, o quanto aquelas horas de treinamento trouxeram, na prática, benefícios?

Estimular a interatividade é outra característica de um bom sistema de gestão de aprendizagem. Abaixo, algumas soluções:

  • Páginas colaborativas de conhecimento (wikis)
  • Redes sociais internas e chats
  • Fóruns de discussão
  • Webconferências

Contar com recursos como esse descentraliza a geração do conhecimento, tornando o colaborador um agente de transformação e educação. Sua empresa passa a empoderar funcionários, cria uma dinâmica de recompensas e favorece um ambiente competitivo, porém saudável.

Utilização de vídeos

Está aí uma opção cada vez menos complicada e mais barata de se executar. O avanço tecnológico tem impactos positivos também no uso dos vídeos, formato esse muito bem recebido principalmente pelas novas gerações.

Uma videoaula gravada não exige espaços físicos grandes e, ao mesmo tempo, pode chegar a milhares de pessoas, simultaneamente. Um curso completo ou até mesmo uma pílula de conhecimento em vídeo pode ser visualizado a qualquer hora e lugar pelo aluno, seja pelo telefone celular ou computador, por exemplo.

Uma boa dica é mesclar capturas de vídeos com animações. É uma fórmula interessante para dar um dinamismo maior nas suas aulas.

Utilizar uma plataforma LMS para distribuir os seus vídeos também é altamente recomendável, uma vez que o gestor de RH, ou facilitador de um curso específico, consegue rastrear a participação dos funcionários para fins de relatório e acompanhamento. Assim, existe a certeza de que todos estão recebendo o mesmo conteúdo, no tempo correto. Bons LMS também conseguem se conectar com plataformas de conteúdos externos como Youtube, TED e Vimeo, ampliando a possibilidade de oferta de bons conteúdos com custo 0 e ainda sim manter a gestão de acesso e aprendizado sem ferir direitos autorais.

Outra possibilidade do vídeo é aplica-lo no formato interativo, ao vivo. Aqui, participante e mediador podem trocar conhecimentos que são replicados instantaneamente a todos. Além, claro, de você trazer o aspecto emocional da troca de informações naquele momento, sem intervenções ou scripts prévios.

Jogos corporativos – Games e Gamificação

Competitividade é inerente ao ambiente empresarial, não é mesmo? Por isso, nada melhor que incorporar jogos às práticas de treinamento e desenvolvimento.

A gamificação (ou gamification) trabalha com uma mecânica de pontuações e recompensas – conquistas, placares, níveis de atuação, por exemplo. Vá além, busque um LMS que consiga trabalhar com parâmetros de gamificação é uma realidade.

Além de ser um sistema lúdico de absorção de conhecimento, contar com jogos corporativos ajuda no engajamento e no direcionamento de uma meta. Tudo com base em desafios e no senso de realização de tarefas, nível a nível.

Ao aplicar a estratégia da gamificação, procure alinhá-la a metas mensuráveis, para acompanhar o envolvimento dos funcionários. E, mais uma vez, você pode realizar tudo isso dentro de uma plataforma de LMS.

Como deu para notar, a educação corporativa e as práticas de T&D evoluíram bastante nos últimos anos. E você, o que tem feito para acompanhar tudo isso? Deixe o seu comentário aqui no blog!

 

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